Questões irritantes:

Kardec, ao recomendar que não se comentasse sobre política, não apenas faz essa advertência, mas também explica os motivos: evitar a desunião desnecessária.

 "Ora, a desunião poderia nascer da controvérsia. Não vos esqueçais de que a desunião é um dos meios pelos quais os inimigos do Espiritismo buscam atacá-lo; é com esse objetivo que muitas vezes eles induzem certos grupos a se ocuparem de questões irritantes ou comprometedoras, sob o pretexto especioso de que não se deve colocar a luz sob o alqueire. Não vos deixeis prender nessa armadilha, e que os dirigentes de grupos sejam firmes para repelirem todas as sugestões deste gênero, se não quiserem passar por cúmplices dessas maquinações." Revista espírita — Jornal de estudos psicológicos — 1863 > Março > Falsos irmãos e amigos ineptos

Aqueles que argumentam que essa recomendação se deveu à ditadura de Napoleão III não têm razão, pois Kardec não teria apresentado um argumento falso por mera covardia. Mesmo que essa hipótese fosse verdadeira, ainda permaneceria válido o argumento da desunião.

Comentários

  1. Lembrando a diferença entre política no sentido geral e no sentido estrito de política partidária materialista e ideológica. Kardec fala de política no sentido de temas sociais que tocam a moralidade.

    ResponderExcluir
  2. NOTA: Cuidado com novos documentos reveladores. A obra fundamental é de Kardec. Os documentos que não foram lançados, como de obras póstumas, são documentos que não tem o mesmo peso que as obras fundamentais e só repetem normalmente o que foi colocado.

    ResponderExcluir
  3. NOTA 2: Se é que todos esses documentos sejam realmente de Kardec.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas