BIBLISMO E ESPIRITOLICISMO:
13 – BIBLISMO E ESPIRITOLICISMO:
Emmanuel influenciado pela obra de Roustaing, sempre ignorou a historiografia e se prendeu várias vezes na análise literal dos textos bíblicos. Um exemplo disso é o caso da multiplicação dos pães, Kardec interpreta como alegoria e emmanuel literalmente. Vejamos o que Emmanuel diz no livro Luz no Caminho:
“Não nos será licito esquecer que Jesus multiplicou os Paes, considerando a fome daqueles que o seguiam, tocado de íntima compaixão.”
Agora vejamos o que Kardec nos diz na obra Gênese:
“Esse poder moral comprova a superioridade de Jesus, muito mais do que o fato puramente material da multiplicação dos pães, que tem de ser considerada como alegoria.”
14 – NÃO JULGAR:
Emmanuel fala sobre a crítica no livro Religião dos Espíritos:
“Diante dos que se desvairam na crítica, observa a facilidade com que te entregas aos julgamentos irrefletidos e pondera que serias igualmente compelido ao braseiro da crueldade, não fosse algum ligeiro dístico da prudência que consegues mentalizar.”
Vemos que para Emmanuel criticar é algo ruim, negativo. Devemos segundo esse espírito aceitar tudo passivamente. Kardec ao contrário vai nos dizer que os espíritos superiores sempre recomendam o exame sério das comunicações.
Na obra O que é o Espiritismo, no dialogo com o cético, Kardec nos esclarece sobre a importância de ter senso crítico:
"É somente por extensão que a palavra criticar se tornou sinônima de censurar; em sua acepção própria e segundo a etimologia, ela significa julgar, apreciar. A crítica pode, pois, ser aprobativa ou desaprobativa. Fazer a crítica de um livro não é necessariamente condená-lo; quem empreende essa tarefa, deve fazê-lo sem idéias preconcebidas; porém, se antes de abrir o livro, já o condena em pensamento, o exame não pode ser imparcial."
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo X , Bem-aventurados os que são misericordiosos , Kardec e os Espíritos nos esclarecem de melhor forma como não podemos levar literalmente as palavras de Jesus sobre o julgamento.
15 – COISAS ESTRANHAS:
Na obra de André Luiz é narrado diversas tecnologias estranhas, num mundo espiritual totalmente materializado. Nos domínios da mediunidade, capitulo 2 , André Luiz narra um esquisito aparelho que seria capaz de perscrutar a alma:
"- Psicoscópio? que novo engenho vem a ser este? [...] Destina-se à auscultação da alma, com o poder de definir-lhe as vibrações e com capacidade de efetuar diversas observações em torno da matéria ..."
Sabemos pela doutrina que no mundo espiritual não há mais pensamentos ocultos. Tudo se reflete no envoltório fluídico ao qual chamamos períspirito. Kardec explica isso bem no capítulo 14 da Obra Gênese.
Em Nosso Lar, capítulo 9, André Luiz narra espíritos utilizando armas chamadas de dardos magnéticos:
"o Ministério do Esclarecimento, cujas impertinências suportou mais de trinta anos consecutivos, proibiu temporariamente os auxílios às regiões inferiores e, pela primeira vez na sua administração, mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para emissão de dardos magnéticos a serviço da defesa comum."
Onde está nesse caso a autoridade moral dos espíritos superiores? Qual a utilidade de uma muralha física para barrar espíritos? Tais ideias, dignas de um físico de ficção científica dos anos 80, se enquadram perfeitamente na caracterização que Kardec faz do estado de fascinação. Tais ideias servem para ridicularizar o espiritismo perante a opinião pública. Infelizmente espíritas do movimento brasileiro tem aceitado e divulgados essas mesmas ideias.
16 – CASAMENTO NO MUNDO ESPIRITUAL:
André Luiz em Nosso Lar, no capítulo 38, narra casamento na colônia espiritual:
“– E assim construímos nosso novo lar, na base da fraternidade legítima - acrescentou o dono da casa. Aproveitando o ligeiro silêncio que se fizera, indaguei: – Mas como se processa o casamento aqui? – Pela combinação vibratória – esclareceu Tobias, atencioso -, ou então, para ser mais explícito -, pela afinidade máxima ou completa.”
Kardec em O Livro dos Espíritos, questão 200, vai nos esclarecer que Espíritos não tem sexo. Não há Espírito homem e mulher. Portanto tal ideia de casamento no mundo espiritual é um equivoco.

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