Revista espírita — Jornal de estudos psicológicos — 1861 > Julho > Variedades
"Parece-nos que há o suficiente para nos permitir uma apreciação e não pensamos que ninguém esclarecido sobre a causa e a natureza dos fenômenos espíritas possa considerá-las como verdadeiras aparições. Se se reportarem ao primeiro artigo deste número, no qual tentamos determinar o caráter da alucinação, compreenderão a analogia que ela tem com as figuras que se apresentam, muitas vezes em meio-sono, e que devem ter as mesmas causas. Disto estaríamos convencidos pelo simples fato da multiplicidade de animais vistos. Sabe-se que não há Espíritos de animais errantes no mundo invisível e que, consequentemente, não pode haver aparições de animais, salvo o caso em que um Espírito fizesse surgir uma aparência desse gênero, com um objetivo determinado, o que não passaria, sempre, de uma aparência, e não o Espírito real de tal ou qual animal. O fato das aparições é incontestável, mas é preciso guardar-se de vê-las em toda parte e de tomar como tais o jogo de certas imaginações facilmente exaltáveis, ou a visão retrospectiva das imagens estampadas no cérebro. A própria minúcia com que o Sr. O... revela certas particularidades insignificantes é um indício da natureza das preocupações de seu espírito.
Em resumo, nada encontramos nas visões do Sr. O... que tenha o caráter das aparições propriamente ditas e cremos muito inconveniente mencionar semelhantes fatos sem comentários e sem as prudentes reservas, porque, sem o querer, fornecemse armas à crítica."

Comentários
Postar um comentário