Revista espírita — Jornal de estudos psicológicos — 1858 > Agosto > Habitações em Júpiter
" Esse pensamento é elevado e consolador, como nunca havia sido, porque nos prova que nada é sacrificado; que a recompensa é sempre proporcional ao progresso realizado. Por exemplo: o devotamento do cão que morre por seu dono não é estéril para o seu Espírito, pois terá seu justo salário além deste mundo. É o caso dos Espíritos animais que povoam Júpiter. Aperfeiçoaram-se ao mesmo tempo que nós, conosco e com a nossa ajuda. A lei é ainda mais admirável: ela tanto faz de seu devotamento ao homem a primeira condição para sua ascensão planetária, que a vontade de um Espírito de Júpiter pode chamar para si todo animal que, numa de suas vidas anteriores, lhe houver dado provas de afeição. Essas simpatias, que lá no alto formam famílias de Espíritos, também agrupam em torno das famílias todo um cortejo de animais dedicados. Consequentemente, nosso apego por um animal, aqui em baixo; o cuidado que temos em amansá-lo e humanizá-lo, tudo tem sua razão de ser, tudo será pago: é um bom serv...