Moral judaico cristã?
"2. Na lei moisaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo."
Vemos que na lei mosaica há duas partes: a lei divina, imutável, que constituí os dez mandamentos, e a lei propriamente mosaica. Algumas vertentes cristãs dividem a lei em lei moral, lei cerimonial e lei civil. Kardec vai dizer no mesmo capítulo que "para imprimir autoridade às suas leis, houve (Moisés) de lhes atribuir origem divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos." Portanto apenas os dez mandamentos constituem a lei divina, a primeira revelação, sendo as outras leis criações do próprio Moisés que lhes atribuiu origem divina apenas para dar autoridade a elas. Nós espíritas, por conseguinte, não seguimos propriamente a moral judaica, mas os dez mandamentos que revelam uma moral universal. Não fosse assim teríamos que seguir a proibição de Moisés de evocar os mortos, que Kardec comenta no capítulo 11 da obra Céu e inferno.
O objetivo do povo hebreu era apontar para o messias e espalhar o monoteísmo entre os povos pagãos, como diz o próprio Kardec também no capítulo 1 do Evangelho segundo o Espiritismo: "9. Deus é único e Moisés é o Espírito que Ele enviou em missão para torná-lo conhecido não só dos hebreus, como também dos povos pagãos. O povo hebreu foi o instrumento de que se serviu Deus para se revelar por Moisés e pelos profetas, e as vicissitudes por que passou esse povo destinavam-se a chamar a atenção geral e a fazer cair o véu que ocultava aos homens a divindade."


Comentários
Postar um comentário