O Cristianismo é uma religião de covardia?
Poucas foram as críticas tão contundentes quanto as de filósofos como Friedrich Nietzsche ao que ele chamava de niilismo cristão e socialista. Para Nietzsche, o cristianismo histórico teria desenvolvido uma "moral de escravos", baseada na valorização da humildade, da resignação e da compaixão como reação à força e à afirmação da vida.
Também chama a atenção o fato de que, em muitos países de tradição cristã, o cristianismo seja frequentemente alvo de zombarias, críticas e sátiras públicas, enquanto em outras religiões ou contextos culturais isso parece ocorrer com menor intensidade ou enfrentar maiores restrições sociais. O cristão que se revolta contra esse cenário muitas vezes acaba sendo visto como um lobo solitário, ou até como alguém exagerado. Resta-lhe, muitas vezes, apenas aceitar essa realidade.
Isso convida à reflexão: talvez Nietzsche não estivesse inteiramente correto em sua crítica ao cristianismo em si, mas possa ter identificado aspectos reais de certas interpretações históricas da religião, especialmente quando ela enfatiza a passividade, a resignação e a negação da vida em detrimento da ação, da responsabilidade e da afirmação da existência.

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