Filosofia e linguagem:
É interessante notar que a linguagem da filosofia antiga e medieval é, muitas vezes, mais clara do que a de muitos autores modernos e pós-modernos. Lemos os diálogos socráticos, escritos em grego, com mais facilidade do que lemos Hegel ou Kant. A modernidade bebe, em grande medida, de tradições esotéricas, que mantêm uma linguagem mais hermética — o que também impactou as ciências. Certos autores pós-modernos ocultam, em uma linguagem aparentemente verborrágica, ensinamentos que poderiam ser considerados politicamente incorretos se fossem expostos de forma simples.
Quanto à filosofia continental e à analítica: a primeira tende a ser excessivamente poética; a segunda, por vezes, reduz-se a um jogo de palavras.
Para o espírita, a filosofia deve ser lida principalmente a partir da Antiguidade, da Idade Média e do início da modernidade. O que veio posteriormente, com algumas exceções, não contribui tanto.

Comentários
Postar um comentário