703. Com que fim outorgou Deus a todos os seres vivos o instinto de conservação? “Porque todos têm que concorrer para o cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver. Acresce que a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Eles o sentem instintivamente, sem disso se aperceberem.”

 703. Com que fim outorgou Deus a todos os seres vivos o instinto de conservação?


“Porque todos têm que concorrer para o cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver. Acresce que a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Eles o sentem instintivamente, sem disso se aperceberem.”

Comentários

  1. Pouco importa se algo é filosofia ou ciência, importa se é verdade ou não, se dá pra provar pela razão e pela experiência, ou apenas por uma das duas formas.

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  2. Pouco importa para a verdade epistemologica de tal coisa

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  3. qual o nivel de diferença genética entre os diferentes povos humanos

    A diferença genética entre os povos humanos é relativamente pequena. Em média, todos os seres humanos compartilham cerca de 99,9% do DNA. A variação genética total entre populações humanas costuma ficar em torno de 0,1% do genoma.

    Mas o ponto mais importante é este:

    A maior parte da variação genética humana ocorre dentro do próprio grupo, e não entre grupos diferentes.
    Estudos clássicos de genética populacional mostram que aproximadamente 85% a 90% da variação genética existe entre indivíduos de uma mesma população, enquanto apenas uma fração menor diferencia populações continentais.

    Por exemplo:

    Dois europeus podem ser geneticamente mais diferentes entre si do que um europeu e um asiático em certos genes específicos.
    As diferenças entre populações geralmente aparecem como mudanças graduais de frequência genética (“clines”), não divisões biológicas rígidas.

    Algumas diferenças médias existem devido à adaptação geográfica e isolamento histórico:

    pigmentação da pele,
    tolerância à lactose,
    resistência a doenças,
    formato de certos traços físicos,
    predisposição estatística a algumas condições médicas.

    Essas diferenças são reais biologicamente, mas pequenas em comparação com o enorme patrimônio genético compartilhado.

    Na genética moderna, “raça” humana não é considerada uma divisão biológica clara como ocorre em muitas subespécies animais. Os pesquisadores costumam falar mais em:

    populações,
    ancestralidade,
    linhagens genéticas,
    grupos geográficos.

    Um modo simples de visualizar:

    Humanos são uma espécie extremamente homogênea geneticamente, especialmente quando comparada a muitos outros animais.
    Isso provavelmente ocorre porque a espécie humana é relativamente recente e passou por gargalos populacionais ao longo da evolução.

    Se quiser, também posso explicar:

    como os geneticistas medem essa diferença (FST),
    diferenças entre ancestralidade e raça,
    quais povos são mais próximos geneticamente,
    ou
    comparar humanos com outras espécies para mostrar o quão pequena é nossa variação genética.
    esse 0,1 em teoria poderia causar alguma diferença cerebral

    Sim. Mesmo uma diferença genética pequena pode, em teoria, influenciar aspectos do cérebro — porque pequenas mudanças em genes regulatórios podem ter efeitos relevantes no desenvolvimento neurológico.

    Mas é importante separar três níveis diferentes:

    diferenças entre indivíduos;
    diferenças médias entre populações;
    interpretação social ou cultural dessas diferenças.

    Entre indivíduos, já sabemos que genes influenciam:

    memória,
    atenção,
    risco de transtornos,
    personalidade,
    processamento emocional,
    inteligência em algum grau estatístico.

    Então biologicamente o cérebro certamente sofre influência genética.

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  4. O ponto mais delicado é quando se fala em “povos”. A ciência encontra algumas diferenças médias de frequência genética entre populações, mas:

    o cérebro é extremamente complexo e altamente influenciado por ambiente;
    educação, nutrição, estresse, cultura, sono, pobreza, traumas e estímulos cognitivos têm impacto enorme;
    as diferenças dentro de um mesmo povo costumam ser maiores do que as diferenças médias entre povos.

    Além disso, muitos genes ligados ao cérebro têm efeitos minúsculos e interagem entre si e com o ambiente. Não existe um “gene da inteligência” simples.

    Os estudos modernos de genética comportamental geralmente concluem que:

    há influência genética em capacidades cognitivas;
    populações podem ter pequenas diferenças estatísticas em certos genes;
    porém não existe base científica sólida para hierarquias simples entre povos;
    e resultados sociais não podem ser explicados apenas por genética.

    Outro ponto importante:
    o ser humano tem enorme plasticidade cerebral. O ambiente modifica muito o cérebro ao longo da vida. Dois indivíduos com genética parecida podem desenvolver capacidades muito diferentes dependendo das condições de vida.

    Então a resposta curta seria:

    sim, pequenas diferenças genéticas podem teoricamente afetar características cerebrais;
    mas traduzir isso em diferenças amplas e determinísticas entre “povos” é algo muito mais complexo e cientificamente controverso.

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