Descartes - Dúvida hiperbólica:
Tudo pode ser ilusório: os sentidos, o mundo externo e até certos raciocínios, pois poderia existir um gênio maligno enganando-nos constantemente. Porém, há uma verdade impossível de negar: o próprio pensamento. Afinal, para duvidar, é necessário pensar, e se penso, existo. Esse é o cogito cartesiano. A partir dessa primeira certeza, Descartes busca provar a existência de Deus e, depois, a realidade do mundo externo, tentando refutar o ceticismo absoluto.
Sendo o homem um ser limitado e imperfeito, a ideia de um ser infinito e absolutamente perfeito não poderia ter sido produzida apenas por um ser finito. Como toda ideia deve ter uma causa com ao menos tanta realidade quanto ela representa, a causa da ideia de perfeição infinita deve ser o próprio Deus. E, sendo Deus perfeito, ele não nos criaria de modo que estivéssemos inevitavelmente condenados ao erro absoluto. Assim, Descartes conclui que as ideias claras e distintas percebidas pela razão podem ser confiáveis, estabelecendo o fundamento de sua epistemologia.
Sendo o homem um ser limitado e imperfeito, a ideia de um ser infinito e absolutamente perfeito não poderia ter sido produzida apenas por um ser finito. Como toda ideia deve ter uma causa com ao menos tanta realidade quanto ela representa, a causa da ideia de perfeição infinita deve ser o próprio Deus. E, sendo Deus perfeito, ele não nos criaria de modo que estivéssemos inevitavelmente condenados ao erro absoluto. Assim, Descartes conclui que as ideias claras e distintas percebidas pela razão podem ser confiáveis, estabelecendo o fundamento de sua epistemologia.
A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo > A Gênese > Capítulo II — Deus > Da natureza divina.
ResponderExcluirO Livro dos Espíritos > Parte primeira — Das causas primárias > Capítulo I — De Deus
ResponderExcluir5. Que consequência se pode tirar do sentimento intuitivo que todos os homens trazem em si da existência de Deus?
ResponderExcluir“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio de que não há efeito sem causa.”
5. Que consequência se pode tirar do sentimento intuitivo que todos os homens trazem em si da existência de Deus?
ResponderExcluir“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio de que não há efeito sem causa.”
6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da educação, resultado de ideias adquiridas?
“Se assim fosse, por que existiria nos vossos indigênas esse sentimento?”
Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas.