Descartes - Dúvida hiperbólica:

Tudo pode ser ilusório: os sentidos, o mundo externo e até certos raciocínios, pois poderia existir um gênio maligno enganando-nos constantemente. Porém, há uma verdade impossível de negar: o próprio pensamento. Afinal, para duvidar, é necessário pensar, e se penso, existo. Esse é o cogito cartesiano. A partir dessa primeira certeza, Descartes busca provar a existência de Deus e, depois, a realidade do mundo externo, tentando refutar o ceticismo absoluto.

Sendo o homem um ser limitado e imperfeito, a ideia de um ser infinito e absolutamente perfeito não poderia ter sido produzida apenas por um ser finito. Como toda ideia deve ter uma causa com ao menos tanta realidade quanto ela representa, a causa da ideia de perfeição infinita deve ser o próprio Deus. E, sendo Deus perfeito, ele não nos criaria de modo que estivéssemos inevitavelmente condenados ao erro absoluto. Assim, Descartes conclui que as ideias claras e distintas percebidas pela razão podem ser confiáveis, estabelecendo o fundamento de sua epistemologia.

Comentários

  1. A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo > A Gênese > Capítulo II — Deus > Da natureza divina.

    ResponderExcluir
  2. O Livro dos Espíritos > Parte primeira — Das causas primárias > Capítulo I — De Deus

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas